Sobre

Sou mãe, mulher e alguém que descobriu em si as mesmas tempestades que sempre tentou compreender no filho. Entre a maternidade real e a ideal, um longo caminho de descobertas da minha história.

Durante muito tempo, a maternidade foi o meu espelho mais honesto.
Foi nela que encontrei amor em forma de entrega… e também os meus maiores desafios.
Acompanhar o desenvolvimento dos meus filhos, perceber suas dificuldades, buscar respostas e acolhê-los nas suas diferenças me levou a mergulhar em um universo de descobertas — o da neurodivergência.

No meio desse processo, percebi que o TDAH também fazia parte da minha história.
E, de repente, muita coisa começou a fazer sentido.
A exaustão, a mente acelerada, a culpa constante, a dificuldade de parar — tudo se encaixou em um novo olhar sobre mim mesma.

Foi a partir desse encontro — entre o caos e o colo — que comecei a reconstruir minha relação com a vida.
Decidi estudar, procurar maneiras melhores de educar porque a maneira com que eu estava conduzindo não estava nos fazendo bem.

Busquei informação porque, no caos da maternidade, eu precisava encontrar um caminho. Foi nesse movimento que conheci a Educação Positiva. Senti, pela primeira vez, uma luz no fim do túnel. Essa luz me impulsionou a me formar como Educadora Parental — primeiro para me ajudar, depois para ajudar outras famílias que, como eu, buscavam acolhimento, orientação e respiro.

Mas minha jornada não parou ali. Pessoas muito especiais cruzaram meu caminho, e uma delas — uma mãe atípica, forte e generosa — me apresentou à Terapia ABA. A partir desse encontro, me encantei pelo universo da Neurodivergência. Comecei a trabalhar em clínicas, mergulhando cada vez mais fundo na complexidade e na beleza de cada desenvolvimento humano.

Foi nesse novo cenário, cheia de perguntas e com o coração desperto, que decidi dar mais um passo: a especialização em Neuropsicopedagogia. Ali, unindo ciência e afeto, comecei a compreender de forma mais ampla o comportamento humano e as emoções que o movem.

E foi nesse mergulho que um novo entendimento surgiu. Percebi que muitos dos desafios que enfrentei com meu primeiro filho não eram “teimosias” ou “fases difíceis” — eram características de TDAH. Pouco tempo depois, como se um espelho tivesse finalmente sido colocado diante de mim, descobri que essas características também viviam em mim.

Minha reconstrução começou ali:
no encontro entre a mãe que eu fui, a profissional que me tornei
e a mulher neurodivergente que, finalmente, eu pude reconhecer.

Hoje, escrevo este blog para dar sentido a tudo isso:
para transformar dor em aprendizado, culpa em compreensão e correria em pausa.

Aqui, compartilho reflexões, vivências e fragmentos de uma jornada que é minha, mas também pode ser sua.
Se você é mãe, mulher, educadora ou simplesmente alguém tentando equilibrar o mundo dentro e fora de si — este espaço é pra você.

Entre o caos e o colo, há vida.
E é sobre isso que eu quero continuar falando.

🌿Por Mãe em (Re)construção